No Rio de Janeiro a fiscalização de trânsito, o combate aos motoristas embriagados, é uma política do Governo do Estado, cuja coordenação está no gabinete do Governador Sérgio Cabral. As blitzes ocorrem com frequência e param todos os veículos, inclusive os carros de gente famosa. Embora esse "transtorno", 97% dos cariocas são favoráveis à Lei Seca. Por que os outros governos estaduais não fazem o mesmo?
Os deputados da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro, que propuseram o texto da Lei Federal nº 11.705, DE 19 DE JUNHO DE 2008 (conhecida como Lei Seca), têm o compromisso de lutar pelo efetivo cumprimento desta que é uma das mais populares legislações dos últimos anos. Infelizmente, no Brasil, de modo geral, não é realizada a fiscalização preventiva nas cidades e rodovias do país, a fim de retirar de circulação condutores embriagados e/ou sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Dados do Denatran, mostram que pelo menos 30% dos condutores brasileiros dirigem sem CNH. Por isso a Frente propõe que os governos estaduais e o governo federal, através das suas polícias, estipulem uma meta para a realização dos testes com o uso do bafômetro, tal qual uma vacina é usada na prevenção às doenças. É preciso "imunizar" boa parte dos condutores brasileiros anualmente, a exemplo do que fazem os países europeus, como a França. Foi neste sentido, que o deputado Beto Albuquerque, Presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro, apresentou o projeto de lei nº 5525/2009, que prevê a criação de um Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito e a fixação de um percentual anual de 30% dos condutres para a verificação da documentação do veículo, da carteira nacional de habilitação e para a realização do teste do bafômetro. O projeto encontra-se em análise do relator, Dep. Hugo Leal, na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados.
Confira abaixo, o resultado da pesquisa realizada pela última edição da revista Veja Rio:
Pesquisa VEJA RIO/IBPS mostra que os moradores acreditam que a cidade melhorará nos próximos anos. Os entrevistados, no entanto, veem a segurança como um problema sério a ser enfrentado
97% apoiam a Lei Seca
83% são favoráveis à instalação das Unidades de Polícia Pacificadora nas favelas
77% dos entrevistados se dizem mais otimistas com o futuro da cidade
69% encaram a realização da Olimpíada como um fator positivo
68% acham que o carioca hoje respeita mais a lei do que há um ano
66% consideram a violência e a falta de segurança os maiores problemas a ser enfrentados
64% acreditam que as condições de vida são melhores hoje do que há um ano
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